SUPLEMENTOS E SAÚDE INTESTINAL — OS SUPLEMENTOS MAIS RELEVANTES (parte 2)

 

 

  1. L-GLUTAMINA: UMA DAS OPÇÕES MAIS PROMISSORAS EM PACIENTES SELECIONADOS

A glutamina é um aminoácido normalmente produzido pelo organismo e também obtido pela alimentação.

Participa de diferentes processos metabólicos e possui especial importância para células de rápida renovação, incluindo as que revestem o intestino.

Em determinadas condições de estresse metabólico, suas necessidades podem aumentar.

 

4.1. Como pode beneficiar o intestino?

A glutamina participa do metabolismo energético das células intestinais, da síntese de componentes celulares e de mecanismos envolvidos na manutenção da integridade epitelial.

Estudos experimentais sugerem que sua disponibilidade pode influenciar proteínas das junções intercelulares, como ocludinas e claudinas, que participam do controle da permeabilidade intestinal.

Esses mecanismos oferecem uma justificativa biológica para estudar sua suplementação.

Entretanto, a existência de mecanismos favoráveis não comprova, isoladamente, benefício clínico.

 

4.2. O que demonstram os estudos em seres humanos?

Um dos resultados mais relevantes foi publicado por Zhou e colaboradores, em 2019, na revista Gut.

Os pesquisadores avaliaram adultos com três características específicas:

  • Síndrome do intestino irritável com predomínio de diarreia.
  • Início dos sintomas após uma infecção intestinal.
  • Aumento da permeabilidade intestinal demonstrado por exame específico.

Os participantes receberam glutamina ou placebo durante oito semanas.

O esquema estudado foi de 5 gramas de L-glutamina, três vezes ao dia, totalizando 15 gramas diários.

Entre os 106 participantes que concluíram o estudo, aproximadamente 79,6% daqueles que utilizaram glutamina apresentaram melhora clinicamente significativa dos sintomas, contra 5,8% no grupo placebo.

Além da melhora dos sintomas, houve redução da frequência das evacuações, melhora da consistência das fezes e normalização das medidas de permeabilidade no grupo tratado.

Os efeitos adversos foram pouco frequentes e semelhantes aos observados com placebo (ZHOU et al., 2019).

Trata-se de um resultado expressivo, mas obtido em uma população cuidadosamente selecionada.

Não é cientificamente correto extrapolar esses resultados para todas as pessoas com distensão abdominal, constipação, SIBO ou alterações inespecíficas da microbiota.

 

 

4.3. O que mostrou a metanálise de 2024?

Abbasi e colaboradores publicaram uma revisão sistemática e metanálise sobre suplementação de glutamina e permeabilidade intestinal em adultos.

Quando os resultados foram analisados em conjunto, não houve redução estatisticamente significativa da permeabilidade intestinal.

Entretanto, análises de subgrupos sugeriram possíveis benefícios com doses mais elevadas e intervenções de curta duração.

Os próprios autores ressaltaram as limitações metodológicas, a heterogeneidade entre os participantes e a necessidade de pesquisas adicionais (ABBASI et al., 2024).

Essas análises de subgrupos devem ser interpretadas com cautela e não justificam, por si mesmas, o emprego rotineiro de doses elevadas.

 

4.4. Quando considerar a glutamina?

A suplementação pode ser considerada, mediante avaliação profissional, sobretudo em pacientes com quadro semelhante ao investigado por Zhou et al. (2019).

Em outras condições, a indicação depende da avaliação individualizada e das evidências disponíveis.

Dose estudada com resultado clínico favorável: 15 g/dia, divididos em três administrações, durante oito semanas, no contexto específico descrito.

Essa dose não deve ser interpretada como recomendação universal.

Os estudos não estabeleceram um esquema seguro e eficaz para a população geral nem demonstraram que a utilização prolongada seja benéfica.

Pessoas com doenças renais ou hepáticas importantes, alterações metabólicas relevantes ou condições clínicas complexas devem receber avaliação específica antes de utilizar suplementos de aminoácidos em doses elevadas.

Possíveis efeitos adversos incluem desconforto abdominal, náuseas e alterações digestivas.

 

Classificação da evidência

Moderada para o benefício observado na síndrome do intestino irritável pós-infecciosa com permeabilidade aumentada, considerando a existência de um ensaio clínico positivo, ainda dependente de replicação.

Baixa ou inconsistente para a recuperação da barreira intestinal na população geral.

 

 

  1. GLICINA: FUNDAMENTO BIOLÓGICO INTERESSANTE, MAS EVIDÊNCIA CLÍNICA LIMITADA

A glicina é um aminoácido envolvido na síntese de proteínas, colágeno, glutationa e diversas outras substâncias.

Também participa de processos relacionados à sinalização celular e à regulação de respostas inflamatórias.

Essas características despertaram interesse em seu possível papel na saúde intestinal.

 

5.1. Quais seriam seus mecanismos de ação?

Estudos experimentais sugerem que a glicina pode exercer efeitos citoprotetores, antioxidantes e moduladores da inflamação.

Além disso, participa da formação da glutationa, molécula importante para a proteção celular contra o estresse oxidativo.

Como a inflamação e o estresse oxidativo podem comprometer a integridade epitelial, surgiu a hipótese de que a glicina pudesse contribuir para proteger a mucosa intestinal.

Essa hipótese é biologicamente plausível.

Entretanto, plausibilidade biológica não é o mesmo que eficácia terapêutica demonstrada.

 

5.2. Existem estudos clínicos?

Uma revisão sistemática publicada por Soh e colaboradores, em 2024, avaliou os efeitos da administração de glicina sobre diferentes sistemas fisiológicos em adultos.

Foram considerados 50 estudos, envolvendo participantes saudáveis e pessoas com diferentes doenças.

Os resultados sugeriram possíveis efeitos em determinadas funções fisiológicas, mas apresentaram grande heterogeneidade e importantes limitações metodológicas.

A revisão não estabeleceu eficácia clínica convincente da glicina oral para restaurar a barreira intestinal (SOH et al., 2024).

Consequentemente, apesar dos resultados experimentais promissores, ainda faltam ensaios clínicos randomizados de boa qualidade que confirmem sua capacidade de reduzir a permeabilidade intestinal patológica ou melhorar desfechos gastrointestinais relevantes.

 

5.3. Vale a pena suplementar?

A glicina pode integrar uma alimentação nutricionalmente adequada e participa naturalmente de numerosas funções orgânicas.

Entretanto, não há fundamento suficiente para recomendar sua suplementação rotineira como tratamento de permeabilidade intestinal aumentada.

Também não existe dose ou duração padronizada e cientificamente validada para essa finalidade.

Suplementação em doses elevadas pode causar desconforto gastrointestinal e exige cautela em pessoas com doenças crônicas ou que utilizem medicamentos capazes de interagir com intervenções metabólicas.

 

Classificação da evidência

Muito baixa ou insuficiente para recuperação da barreira intestinal em seres humanos.

A glicina permanece uma substância interessante para novas pesquisas, mas não deve ser colocada no mesmo nível de evidência da glutamina em pacientes especificamente selecionados.

 

  1. ZINCO: IMPORTANTE PARA A INTEGRIDADE INTESTINAL, ESPECIALMENTE QUANDO EXISTE DEFICIÊNCIA

O zinco é um mineral essencial para o funcionamento imunológico, a síntese de proteínas, a cicatrização e a renovação dos tecidos.

Participa de numerosos sistemas enzimáticos e possui importância reconhecida para o funcionamento normal das células epiteliais.

 

6.1. Como age no intestino?

A deficiência de zinco pode prejudicar a integridade das mucosas e a resposta imunológica.

O mineral também participa de processos relacionados à organização das junções celulares e à recuperação dos tecidos.

Por essa razão, sua correção é especialmente importante em pessoas com ingestão insuficiente, má absorção ou perdas aumentadas.

 

6.2. O que demonstram os estudos?

Uma revisão sistemática e metanálise publicada por Ali e colaboradores, em 2024, reuniu 38 ensaios clínicos randomizados sobre o uso de zinco em crianças com diarreia.

Os resultados demonstraram redução média da duração da diarreia aguda em aproximadamente 13 horas, com certeza moderada da evidência.

O benefício foi observado em um contexto clínico específico, predominantemente pediátrico (ALI et al., 2024).

Esses resultados não significam que o zinco produza os mesmos benefícios em adultos sem deficiência ou em todas as condições intestinais.

 

6.3. A suplementação deve ser universal?

Não. Quando existe deficiência, sua correção é uma medida nutricional importante e fundamentada.

Entretanto, não há evidência suficiente para recomendar doses elevadas de zinco a todas as pessoas com queixas intestinais.

A ingestão excessiva pode provocar náuseas, vômitos e, quando mantida por períodos prolongados, deficiência de cobre.

O limite superior tolerável de ingestão total para adultos saudáveis é de 40 mg de zinco elementar por dia, considerando alimentação e suplementos. Doses terapêuticas superiores podem ser utilizadas em situações específicas, sob supervisão médica (NIH-ODS, 2026).

Outro cuidado importante é diferenciar o peso do composto que contém zinco da quantidade efetiva de zinco elementar.

 

Classificação da evidência

Alta para a importância nutricional e a correção da deficiência.

Moderada para redução da duração da diarreia aguda em crianças, em contextos apropriados.

Baixa para suplementação indiscriminada destinada à recuperação da barreira intestinal em adultos sem deficiência.

 

  1. ZINCO-CARNOSINA: UMA ASSOCIAÇÃO COM RESULTADOS EXPERIMENTAIS INTERESSANTES

O zinco-carnosina é um complexo formado pela associação do zinco com a L-carnosina, um dipeptídeo composto por beta-alanina e histidina.

É estudado principalmente por suas possíveis propriedades protetoras da mucosa gastrointestinal.

7.1. Qual é a principal evidência?

Mahmood e colaboradores publicaram, em 2007, na revista Gut, um estudo que combinou experimentos celulares, modelos animais e um pequeno ensaio clínico.

No componente clínico, dez voluntários saudáveis participaram de um estudo randomizado e cruzado.

Os pesquisadores investigaram se o zinco-carnosina poderia reduzir alterações da permeabilidade intestinal provocadas pelo uso de indometacina, um anti-inflamatório não esteroidal.

A indometacina aumentou significativamente a permeabilidade intestinal na condição controle, enquanto esse aumento não foi observado da mesma forma durante a administração de zinco-carnosina.

O regime estudado foi de 37,5 mg de zinco-carnosina, duas vezes ao dia, durante cinco dias, em associação à exposição experimental à indometacina.

Os resultados foram favoráveis, mas o estudo envolveu apenas dez participantes e uma situação experimental específica (MAHMOOD et al., 2007).

 

7.2. É possível recomendar seu uso rotineiro?

Ainda não.

O zinco-carnosina possui fundamentos mecanísticos interessantes e resultados clínicos preliminares.

Entretanto, faltam ensaios maiores que demonstrem benefícios consistentes em pacientes com doenças intestinais específicas, estabeleçam a duração ideal e avaliem resultados de longo prazo.

Também é necessário considerar a quantidade de zinco elementar na formulação e o uso simultâneo de outros suplementos contendo esse mineral.

Classificação da evidência

Baixa para proteção da barreira intestinal, com resultados preliminares em humanos.

Não se trata de uma intervenção sem fundamento, mas de uma proposta cuja eficácia ainda necessita de confirmação.

 

  1. PSYLLIUM: UM DOS SUPLEMENTOS MAIS BEM FUNDAMENTADOS PARA SINTOMAS INTESTINAIS

O psyllium é uma fibra solúvel obtida principalmente das sementes de Plantago ovata.

Ao entrar em contato com água, forma um gel que modifica a consistência e o trânsito do conteúdo intestinal.

É particularmente interessante porque apresenta fermentação relativamente limitada em comparação com algumas outras fibras, sendo frequentemente melhor tolerado.

 

8.1. Quais são seus benefícios?

O psyllium pode contribuir para regularizar o funcionamento intestinal, melhorar a consistência das fezes e aliviar sintomas em determinadas pessoas com síndrome do intestino irritável.

A diretriz do American College of Gastroenterology publicada por Lacy e colaboradores, em 2021, recomenda fibras solúveis, especialmente o psyllium, para melhora global dos sintomas da síndrome do intestino irritável.

Essa recomendação foi classificada como forte, com qualidade moderada da evidência (LACY et al., 2021).

Já a diretriz conjunta da American Gastroenterological Association e do American College of Gastroenterology, de 2023, sugere suplementação de fibras para constipação intestinal crônica, destacando o psyllium como a opção com melhores resultados entre as fibras avaliadas.

Nessa indicação, entretanto, a certeza global da evidência foi considerada baixa (CHANG et al., 2023).

 

8.2. O psyllium restaura a barreira intestinal?

Não existem evidências clínicas suficientes para afirmar que o psyllium repara diretamente uma barreira intestinal comprometida.

Seu benefício mais bem demonstrado é funcional, envolvendo trânsito intestinal, consistência das fezes e sintomas digestivos.

Isso não diminui sua relevância.

Melhorar o funcionamento intestinal constitui, por si só, um objetivo clínico importante.

 

8.3. Como costuma ser utilizado?

Na prática clínica, são utilizadas quantidades iniciais pequenas, frequentemente em torno de 3 a 5 g por dia, com progressão gradual conforme necessidade e tolerância.

Algumas pessoas utilizam aproximadamente 10 g/dia, divididos em administrações, mas a dose deve ser individualizada.

É indispensável ingerir água suficiente.

O psyllium pode causar gases e distensão, particularmente quando iniciado em quantidade elevada.

Não deve ser utilizado indiscriminadamente em pessoas com dificuldade de deglutição ou suspeita de obstrução intestinal.

Também é prudente separar sua administração da de determinados medicamentos orais quando houver possibilidade de interferência na absorção.

 

Classificação da evidência

Moderada para melhora global dos sintomas da síndrome do intestino irritável, com recomendação forte em diretriz.

Baixa para constipação crônica idiopática, conforme avaliação GRADE da diretriz de 2023.

Insuficiente para comprovação de reparação direta da barreira intestinal.

 

  1. GOMA GUAR PARCIALMENTE HIDROLISADA: UMA FIBRA PREBIÓTICA PROMISSORA

A goma guar parcialmente hidrolisada, frequentemente identificada pela sigla PHGG, é uma fibra solúvel obtida por processamento enzimático da goma guar.

Possui propriedades prebióticas, ou seja, pode ser utilizada por determinados microrganismos intestinais, influenciando suas atividades metabólicas.

 

9.1. O que mostram os estudos?

Niv e colaboradores publicaram, em 2016, um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo.

Foram avaliados pacientes com síndrome do intestino irritável, utilizando 6 g de PHGG por dia durante 12 semanas.

O grupo suplementado apresentou melhora significativa da distensão abdominal e dos gases em comparação com o placebo.

Entretanto, não houve melhora significativa em todos os indicadores de gravidade da síndrome ou de qualidade de vida (NIV et al., 2016).

 

9.2. Quais seriam suas vantagens?

A PHGG pode ser uma opção particularmente interessante quando se deseja aumentar a ingestão de fibras solúveis, considerando também o perfil de tolerância digestiva.

Entretanto, como outras fibras fermentáveis, pode provocar desconforto em determinados pacientes.

Seu uso deve ser individualizado, especialmente na presença de distensão acentuada ou suspeita de supercrescimento bacteriano intestinal.

Classificação da evidência

Baixa a moderada para melhora de gases e distensão em pacientes selecionados com síndrome do intestino irritável.

Insuficiente para afirmar reparação direta da barreira intestinal.

 

  1. BUTIRATO: UM METABÓLITO IMPORTANTE, MAS AINDA COM EVIDÊNCIAS CLÍNICAS LIMITADAS COMO SUPLEMENTO

O butirato é um ácido graxo de cadeia curta produzido principalmente pela fermentação de fibras alimentares por microrganismos intestinais.

Juntamente com o acetato e o propionato, participa de importantes processos metabólicos relacionados ao intestino.

O butirato constitui uma relevante fonte de energia para células do cólon e participa de mecanismos de regulação da inflamação e da função epitelial.

 

10.1. Por que existe interesse em sua suplementação?

O raciocínio é biologicamente convincente: se o butirato desempenha funções importantes na saúde da mucosa, sua administração poderia, em determinadas circunstâncias, contribuir para melhorar o funcionamento intestinal.

Entretanto, a suplementação oral não reproduz necessariamente a produção fisiológica do butirato pela microbiota.

A absorção, a formulação e o local de liberação do produto podem influenciar significativamente seus efeitos.

 

10.2. O que mostram os estudos recentes?

Gąsiorowska e colaboradores publicaram, em 2025, um ensaio clínico randomizado com 120 adultos com síndrome do intestino irritável.

O estudo avaliou uma formulação contendo butirato de sódio microencapsulado, probióticos e fruto-oligossacarídeos.

Após quatro semanas, houve maior proporção de pacientes relatando alívio adequado dos sintomas no grupo tratado, em comparação com o placebo: 64,7% contra 42%.

Entretanto, não foram observadas diferenças significativas em todos os desfechos de gravidade da síndrome e qualidade de vida.

Além disso, como o produto continha diferentes componentes, não é possível atribuir seus efeitos exclusivamente ao butirato (GĄSIOROWSKA et al., 2025).

 

10.3. A suplementação é recomendada?

O butirato constitui uma opção de interesse científico, mas ainda não existem evidências suficientes para estabelecer seu emprego rotineiro como restaurador da barreira intestinal.

Também não há dose universalmente validada para essa finalidade.

Na prática, uma estratégia alimentar que favoreça a produção endógena de ácidos graxos de cadeia curta pode ser mais fisiológica, embora a resposta dependa das características da microbiota e da tolerância individual às fibras.

 

Classificação da evidência

Baixa para suplementação com butirato em condições intestinais específicas.

Insuficiente para comprovar recuperação da barreira intestinal por suplementação oral isolada.

 

  1. VITAMINA D: IMPORTANTE QUANDO EXISTE DEFICIÊNCIA, MAS NÃO COMO REPARADOR UNIVERSAL

A vitamina D participa de processos relacionados à imunidade e à regulação de diferentes funções celulares.

Estudos experimentais sugerem que pode influenciar mecanismos envolvidos na integridade epitelial.

Uma pesquisa randomizada publicada por Raftery e colaboradores, em 2015, investigou a administração de vitamina D em pacientes com doença de Crohn em remissão.

Foram avaliados 27 pacientes, utilizando 2.000 UI/dia durante três meses.

Os pesquisadores observaram alterações favoráveis em determinados parâmetros imunológicos e manutenção de medidas de permeabilidade no grupo suplementado, mas o pequeno número de participantes limita as conclusões (RAFTERY et al., 2015).

A correção de uma deficiência de vitamina D deve seguir critérios clínicos apropriados.

Entretanto, não se recomenda suplementar indiscriminadamente doses elevadas com a finalidade de melhorar uma suposta permeabilidade intestinal.

O excesso de vitamina D pode causar hipercalcemia e outras complicações importantes.

Classificação da evidência

Alta para a importância nutricional e correção de deficiências quando indicada.

Baixa para recuperação específica da barreira intestinal.

 

 

  1. CURCUMINA: UMA POSSÍVEL TERAPIA ADJUVANTE EM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

A curcumina é um dos principais compostos biologicamente ativos da cúrcuma. Possui propriedades anti-inflamatórias demonstradas em diferentes modelos experimentais.

Seu interesse clínico é particularmente relevante na retocolite ulcerativa.

Uma metanálise publicada por Peng e colaboradores, em 2025, reuniu oito ensaios clínicos randomizados, envolvendo 482 pacientes.

A utilização de curcumina como terapia complementar ao tratamento convencional esteve associada a maior probabilidade de remissão clínica.

Entretanto, a heterogeneidade dos estudos foi elevada, e não houve comprovação estatisticamente significativa de melhora da remissão endoscópica (PENG et al., 2025).

Esses resultados dizem respeito principalmente à retocolite ulcerativa e não demonstram que a curcumina seja um tratamento geral para permeabilidade intestinal aumentada.

Também merecem atenção as diferenças entre formulações, a possível interação com medicamentos e os relatos de lesão hepática associados a determinados suplementos de cúrcuma ou curcumina.

Só use curcumina sob permissão e permissão médica caso você sofra de alguma doença intestinal crônica.

 

Classificação da evidência

Baixa a moderada para utilização complementar em situações selecionadas de retocolite ulcerativa.

Insuficiente para recuperação da barreira intestinal em pessoas sem essa doença.

Receba nosso conteúdo

Tenha acesso em primeira mão às nossas novidades e programações especiais

A Lapinha se compromete em proteger e respeitar sua privacidade. Usaremos suas informações pessoais apenas para administrar sua conta e fornecer os produtos e serviços que você nos solicitou. Ocasionalmente, gostaríamos de entrar em contato sobre nossas ofertas, bem como sobre outros conteúdos que possam ser de seu interesse. Você pode optar por desinscrever-se de nosso mailing a qualquer momento.

Lar Lapeano de Saúde LTDA - CNPJ 75.189.597/0001-63. Todos os direitos reservados.