SUPLEMENTOS E SAÚDE INTESTINAL – DIETA, MICROBIOTA E ESTILO DE VIDA (parte 5)

 

  1. POR QUE A SUPLEMENTAÇÃO NÃO DEVE SER A PRIMEIRA E ÚNICA ESTRATÉGIA?

O intestino é um sistema dinâmico, capaz de renovar continuamente suas células e adaptar-se às condições nutricionais e metabólicas.

Sua saúde depende de fatores que não podem ser substituídos por cápsulas, pós ou fórmulas.

Uma estratégia responsável deve incluir:

Alimentação variada e nutricionalmente adequada. A ingestão suficiente de proteínas, fibras, vitaminas e minerais contribui para a renovação dos tecidos e o funcionamento do sistema digestivo. Vale lembrar que tanto a deficiência como o excesso podem ser nocivos.

Fibras e alimentos vegetais. Frutas, legumes, verduras, leguminosas e cereais integrais fornecem diferentes substratos para a microbiota, respeitando sempre a tolerância individual.

Atividade física regular. Pode contribuir para o trânsito intestinal, o metabolismo e o bem-estar geral, embora não exista demonstração de que um exercício específico repare a barreira intestinal.

Sono adequado. A regularidade do sono integra o cuidado geral da saúde e pode influenciar a percepção dos sintomas digestivos.

Controle do estresse. O eixo intestino-cérebro participa da modulação da motilidade, da sensibilidade visceral e de diversas respostas fisiológicas.

Revisão dos medicamentos. O uso crônico de anti-inflamatórios ou outros medicamentos capazes de afetar a mucosa deve ser reavaliado quando clinicamente apropriado.

Tratamento das doenças associadas. Doença celíaca, doença inflamatória intestinal, infecções e deficiências nutricionais exigem intervenções específicas.

Nenhum suplemento deve substituir essas medidas.

 

  1. PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS NATURAIS: QUAL É O PAPEL DOS ALIMENTOS?

Embora o foco deste artigo sejam os suplementos, vale destacar que numerosos alimentos contribuem para a saúde intestinal.

 

Fontes alimentares de compostos prebióticos

Aveia, banana, cebola, alho, alho-poró, aspargos e leguminosas contêm diferentes fibras e carboidratos fermentáveis.

Batatas, arroz e outros alimentos amiláceos, dependendo do preparo e resfriamento, podem fornecer quantidades variáveis de amido resistente.

Entretanto, alguns desses alimentos são ricos em FODMAPs e podem intensificar gases, dor ou distensão em pessoas suscetíveis.

 

Alimentos fermentados

Iogurte com culturas vivas, kefir e alguns vegetais fermentados podem fornecer microrganismos ou produtos de fermentação.

Porém, nem todo alimento fermentado contém microrganismos vivos em quantidade adequada, nem todos os microrganismos presentes são probióticos com benefício clínico demonstrado.

Seu consumo pode fazer parte de uma alimentação saudável, quando bem tolerado, mas não equivale automaticamente ao uso terapêutico de uma cepa probiótica específica.

 

E na presença de SIBO?

Pacientes com supercrescimento bacteriano intestinal podem apresentar maior sensibilidade a determinados carboidratos fermentáveis.

Por isso, não é adequado recomendar grandes quantidades de prebióticos ou fibras altamente fermentáveis sem considerar os sintomas, a alimentação habitual e as condições clínicas.

O objetivo deve ser preservar a qualidade e a diversidade nutricional, evitando restrições prolongadas e desnecessárias.

Leia o artigo na íntegra (6 partes)!

Receba nosso conteúdo

Tenha acesso em primeira mão às nossas novidades e programações especiais

A Lapinha se compromete em proteger e respeitar sua privacidade. Usaremos suas informações pessoais apenas para administrar sua conta e fornecer os produtos e serviços que você nos solicitou. Ocasionalmente, gostaríamos de entrar em contato sobre nossas ofertas, bem como sobre outros conteúdos que possam ser de seu interesse. Você pode optar por desinscrever-se de nosso mailing a qualquer momento.

Lar Lapeano de Saúde LTDA - CNPJ 75.189.597/0001-63. Todos os direitos reservados.