Hashimoto: 10 mitos e 10 fatos

 

 O que realmente sabemos sobre glúten, leite, crucíferas, iodo, selênio, vitamina D, microbiota, jejum, anticorpos e T3

A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico passa a reconhecer componentes da própria tireoide como alvos. O processo pode permanecer durante anos com função tireoidiana normal ou evoluir para hipotireoidismo.

E justamente por ser uma doença autoimune, Hashimoto tornou-se terreno fértil para explicações simplistas: “é o glúten”, “é o leite”, “é o intestino”, “faltou selênio”, “os anticorpos precisam zerar”, “você precisa tomar T3”.

Algumas dessas ideias têm uma base biológica plausível. Outras apresentam associações interessantes. Poucas, porém, já demonstraram benefício clínico suficiente para se transformar em recomendação universal.

Essa distinção é fundamental.

 

  1. MITO: “Quem tem Hashimoto precisa retirar o glúten”

FATO: o glúten não precisa ser retirado de rotina

Existe uma razão legítima para essa associação: pessoas com doenças autoimunes da tireoide apresentam maior frequência de doença celíaca. Nesses pacientes, a retirada do glúten é tratamento — não uma dieta “para Hashimoto”.

Mas isso não significa que todo paciente com tireoidite de Hashimoto tenha intolerância ao glúten ou que uma dieta sem glúten modifique necessariamente a evolução da doença.

Uma revisão sistemática de intervenções nutricionais encontrou resultados heterogêneos e concluiu que ainda não existe evidência suficiente para estabelecer uma estratégia dietética universal para Hashimoto (Karbownik-Lewińska et al., 2023).

Mais recentemente, uma revisão sistemática e metanálise publicada em 2025 especificamente em pacientes com Hashimoto sem doença celíaca mostrou que a literatura ainda é limitada e heterogênea.

Há, portanto, uma diferença importante:

Glúten → doença celíaca → retirar.
Glúten → Hashimoto isolado → não há indicação universal de retirar.

O que é plausível? Que indivíduos geneticamente suscetíveis, especialmente aqueles com doença celíaca ou sintomas relacionados ao glúten, possam se beneficiar da exclusão.

O que é associação? A maior prevalência de doença celíaca em pacientes com Hashimoto.

O que tem evidência clínica? A dieta sem glúten é claramente indicada na doença celíaca; para Hashimoto sem doença celíaca, ainda não há demonstração consistente de benefício clínico que justifique sua prescrição universal.

 

  1. MITO: “Leite piora o Hashimoto”

FATO: não há evidência de que todo paciente com Hashimoto precise excluir leite

Não existe demonstração convincente de que a eliminação de laticínios, por si só, trate a autoimunidade da tireoide em pessoas sem intolerância à lactose ou outra indicação específica.

Mas há uma questão diferente e muito prática: o leite pode interferir na absorção da levotiroxina quando ingerido simultaneamente.

Um estudo farmacocinético mostrou redução da absorção da levotiroxina quando administrada junto com leite de vaca, provavelmente pela presença de cálcio.

Portanto, não é preciso demonizar o leite.

É mais importante ensinar o paciente a tomar corretamente a levotiroxina.

Plausível: lactose ou componentes alimentares podem causar sintomas gastrointestinais em indivíduos suscetíveis.

Associação: algumas pessoas com Hashimoto apresentam intolerância à lactose ou doença celíaca.

Evidência clínica: não há indicação de retirar leite universalmente para tratar Hashimoto; há evidência de que leite e cálcio podem reduzir a absorção da levotiroxina quando tomados concomitantemente.

 

  1. MITO: “Brócolis, couve e couve-flor fazem mal à tireoide”

FATO: crucíferas não precisam ser eliminadas

Aqui existe um interessante caso de verdade científica transformada em exagero.

Brócolis, couve, couve-flor, repolho, couve-de-Bruxelas e outras crucíferas contêm glucosinolatos. Alguns de seus metabólitos podem interferir experimentalmente no transporte de iodo para a tireoide. O mecanismo é real.

A conclusão de que “crucíferas fazem mal à tireoide”, porém, não é sustentada pelos dados clínicos disponíveis.

Uma revisão sistemática de 123 trabalhos concluiu que a grande maioria das evidências não sustenta um efeito antitireoidiano relevante das crucíferas consumidas em quantidades habituais.

Existem relatos extremos, como o de consumo de enormes quantidades de vegetais crus durante meses, mas isso não pode ser extrapolado para o consumo alimentar convencional. O cozimento também reduz a atividade da mirosinase e, consequentemente, parte do potencial efeito goitrogênico.

Plausível: alguns compostos das crucíferas podem interferir no metabolismo do iodo em determinadas condições.

Associação: consumo muito elevado de vegetais crus em indivíduos com ingestão insuficiente de iodo.

Evidência clínica: não há motivo para retirar brócolis, couve ou couve-flor da alimentação habitual de pacientes com Hashimoto.

Na prática, os benefícios nutricionais dessas hortaliças provavelmente superam qualquer risco teórico associado ao consumo convencional.

 

  1. MITO: “Quanto mais iodo, melhor para Hashimoto”

FATO: iodo é indispensável, mas excesso pode ser prejudicial

Esse talvez seja um dos mitos mais perigosos. A tireoide precisa de iodo para produzir T4 e T3. Portanto, deficiência grave de iodo prejudica a função tireoidiana.

Mas isso não significa que doses elevadas sejam terapêuticas.

Em pessoas suscetíveis, especialmente aquelas com doença tireoidiana preexistente, o excesso de iodo pode precipitar ou agravar disfunção tireoidiana. A American Thyroid Association alerta particularmente contra suplementos de iodo e algas contendo doses elevadas.  A recomendação não é “evitar iodo”.

É evitar a ideia de que megadoses de iodo tratam Hashimoto. A ingestão adequada deve ser garantida; suplementação farmacológica deve ter indicação.

A antiga lógica: “Hashimoto destrói a tireoide → precisamos fornecer mais iodo para fazê-la trabalhar” não é fisiologicamente adequada.

Em determinadas circunstâncias, aumentar excessivamente o substrato pode inclusive piorar a disfunção.

Plausível: corrigir deficiência de iodo é importante.

Associação: excesso de iodo pode desencadear disfunção em indivíduos predispostos.

Evidência clínica: não há benefício demonstrado para megadoses de iodo como tratamento rotineiro do Hashimoto.

 

  1. MITO: “Todo paciente com Hashimoto deve tomar selênio”

FATO: o selênio é biologicamente importante, mas suplementação não é sinônimo de tratamento

Aqui a situação é mais interessante. O selênio participa de enzimas antioxidantes e das desiodases envolvidas no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Portanto, existe uma forte plausibilidade biológica.

E temos ensaios clínicos. Uma metanálise de 2024 que reuniu 35 estudos encontrou redução de TSH em pacientes que não utilizavam reposição hormonal e, sobretudo, redução dos anticorpos anti-TPO com suplementação de selênio. Entretanto, não houve mudanças significativas consistentes em T4L, T3L, T3 ou volume da tireoide. A certeza global da evidência foi considerada moderada.  Isso é importante.

Reduzir anticorpos não significa necessariamente melhorar desfechos clínicos.

O paciente não deve receber selênio simplesmente para “baixar o anti-TPO” sem considerar estado nutricional, dieta, dose e risco de excesso.

Plausível: muito forte — o selênio participa diretamente da fisiologia tireoidiana.

Associação: deficiência ou menor disponibilidade de selênio pode estar relacionada a maior atividade autoimune em algumas populações.

Evidência clínica: existe evidência de redução de anti-TPO com suplementação, mas ainda não é suficiente para considerar o selênio um tratamento universal capaz de modificar a história natural do Hashimoto.

 

  1. MITO: “Vitamina D baixa causa Hashimoto — basta corrigir e a doença melhora”

FATO: vitamina D e autoimunidade estão relacionadas, mas causalidade ainda não está estabelecida

A relação entre vitamina D e doenças autoimunes é biologicamente interessante. Receptores de vitamina D estão presentes em células do sistema imune, e pacientes com Hashimoto frequentemente apresentam níveis reduzidos de 25-OH-vitamina D.

Mas existe uma pergunta essencial: a deficiência de vitamina D causa ou acompanha a doença?

Não sabemos completamente. Metanálises de ensaios clínicos encontraram redução dos títulos de anti-TPO e anti-Tg com suplementação de vitamina D em alguns estudos.

Entretanto, resultados entre metanálises e estudos não são completamente uniformes, e redução de anticorpos não equivale automaticamente a redução de sintomas, necessidade de levotiroxina ou prevenção da progressão do hipotireoidismo.

Portanto:

Corrigir deficiência de vitamina D? Sim.

Prescrever vitamina D em megadose para “curar” Hashimoto? Não.

 

  1. MITO: “Hashimoto é uma doença do intestino; basta corrigir a microbiota”

FATO: a microbiota é uma hipótese científica promissora, mas ainda não é um tratamento estabelecido

Este é talvez um dos temas mais fascinantes.

Estudos mostram diferenças na composição e diversidade da microbiota intestinal de pessoas com doenças autoimunes da tireoide. Revisões sistemáticas encontraram associações entre determinadas alterações bacterianas e níveis de anticorpos, especialmente anti-TPO.

Uma revisão sistemática publicada em 2024 discutiu justamente a possível participação da permeabilidade intestinal e da microbiota na gênese e evolução da tireoidite de Hashimoto.

Mas existe um problema fundamental: associação não significa causalidade.

Ainda não sabemos se: microbiota alterada → Hashimoto, ou se: Hashimoto + dieta + medicamentos + alterações metabólicas → microbiota alterada. Ou se ambas as coisas acontecem simultaneamente.

Portanto, dizer que “Hashimoto é causado por intestino permeável” vai muito além da evidência disponível.

Plausível: sim, e bastante interessante.

Associação: demonstrada em diversos estudos.

Evidência clínica: ainda insuficiente para prescrever um determinado probiótico, prebiótico ou protocolo de microbiota como tratamento do Hashimoto.

 

  1. MITO: “Jejum é ruim para quem tem Hashimoto”

FATO: não existe evidência de que todo paciente com Hashimoto precise comer a cada três horas

O jejum é frequentemente tratado como se fosse automaticamente benéfico ou automaticamente prejudicial à tireoide. Nenhuma dessas posições é cientificamente adequada.

Não há evidência clínica robusta de que o paciente com Hashimoto precise fazer refeições frequentes para “manter a tireoide funcionando”.

Por outro lado, também não há evidência de que jejuns prolongados sejam tratamento específico da autoimunidade tireoidiana.

O jejum pode produzir benefícios metabólicos em determinados contextos — particularmente quando facilita redução da ingestão energética, melhora do padrão alimentar ou alinhamento do horário das refeições ao ritmo circadiano. Mas isso é diferente de afirmar que jejuar trata Hashimoto.

Dietas muito restritivas também podem produzir ingestão insuficiente de energia, proteína, ferro, selênio, iodo ou outros micronutrientes.

Portanto, a pergunta correta não é: “Hashimoto pode fazer jejum?”

Mas: “Esse padrão alimentar é nutricionalmente adequado e clinicamente apropriado para esta pessoa?”

Plausível: mudanças metabólicas e circadianas provocadas pelo horário alimentar podem influenciar vias imunometabólicas.

Associação: estudos experimentais e clínicos relacionam alimentação e ritmos circadianos à função metabólica.

Evidência clínica: ainda não há demonstração de que jejum seja tratamento específico da tireoidite de Hashimoto.

 

  1. MITO: “Se os anticorpos baixarem, o Hashimoto está curado”

FATO: anticorpos ajudam no diagnóstico, mas não são o principal marcador para acompanhar a função da tireoide

Anti-TPO e anti-tireoglobulina são excelentes marcadores da autoimunidade tireoidiana.

Mas existe uma diferença entre: atividade imunológica e função tireoidiana.

Uma pessoa pode ter anti-TPO muito elevado e TSH e T4L normais. Outra pode ter anti-TPO positivo e hipotireoidismo estabelecido.

E alguém pode apresentar redução do anti-TPO sem que isso signifique recuperação funcional da tireoide.

Por isso, a SBEM recomenda não repetir rotineiramente os anticorpos no acompanhamento de pacientes com Hashimoto já diagnosticado e com anticorpos previamente positivos.

O que interessa principalmente para a função tireoidiana é: TSH + T4L + quadro clínico. Os anticorpos ajudam a explicar por que a doença existe; não necessariamente dizem como a tireoide está funcionando hoje.

 

  1. MITO: “Quem tem Hashimoto precisa tomar T3 porque a tireoide não produz T3 suficiente”

FATO: para a grande maioria dos pacientes, levotiroxina continua sendo o tratamento padrão

Este é um dos assuntos mais controversos — e justamente por isso merece menos dogma e mais ciência.

A tireoide produz T4 e T3, mas grande parte do T3 circulante resulta da conversão periférica de T4 por desiodases.

A levotiroxina fornece T4, que posteriormente pode ser convertido em T3 nos tecidos. A lógica de administrar diretamente T3 é biologicamente atraente, sobretudo para alguns pacientes que continuam sintomáticos apesar de TSH normal.

O problema é que os ensaios clínicos não demonstraram de forma consistente superioridade da combinação T4 + T3 sobre levotiroxina isolada. O consenso internacional de 2021 concluiu que ainda não existem evidências suficientes para recomendar rotineiramente a terapia combinada.

A recomendação do NICE também é clara: levotiroxina deve ser primeira linha e liotironina não deve ser oferecida rotineiramente, isolada ou combinada, pela insuficiência de evidências de benefício e pelas incertezas sobre efeitos adversos de longo prazo.

No Brasil, a iniciativa Choosing Wisely da SBEM igualmente recomenda não prescrever T3 isoladamente ou em combinação com T4 de maneira rotineira.  Isso não significa que a discussão esteja encerrada para todos os pacientes.

Significa que T3 não deve ser transformado em solução universal para sintomas inespecíficos.

Antes de atribuir fadiga, queda de concentração, ganho de peso ou depressão à “falta de T3”, é necessário investigar sono, anemia, deficiência nutricional, menopausa, depressão, medicamentos, obesidade, sedentarismo e outras condições.

 

O que realmente fazer diante do Hashimoto?

Depois dos dez mitos, talvez a conclusão mais importante seja esta:

 

  1. Diagnosticar corretamente

Hashimoto é uma doença autoimune. Anti-TPO e, em algumas situações, anti-Tg ajudam no diagnóstico, mas a função tireoidiana deve ser interpretada principalmente por TSH e T4 livre.

 

  1. Não transformar anticorpo em objetivo terapêutico isolado

Um anti-TPO elevado não significa, sozinho, que o paciente precise de mais medicamento ou de uma dieta radical.

 

  1. Garantir nutrição adequada

Proteína adequada, frutas, verduras, legumes, fibras, gorduras de boa qualidade e micronutrientes suficientes fazem muito mais sentido do que listas intermináveis de alimentos proibidos.

 

  1. Corrigir deficiências reais

Iodo, selênio, vitamina D, ferro, vitamina B12 e outros nutrientes devem ser avaliados quando houver indicação clínica, evitando tanto deficiência quanto excesso.

 

  1. Não retirar glúten ou leite automaticamente

A exclusão deve ter uma razão: doença celíaca, intolerância, alergia ou outra indicação individualizada — e não simplesmente o diagnóstico de Hashimoto.

 

  1. Não ter medo das crucíferas

Brócolis, couve, couve-flor e repolho continuam sendo excelentes alimentos.

 

  1. Cuidado com megadoses de iodo

“Mais” não significa “melhor”. O excesso pode ser particularmente problemático em indivíduos com doença tireoidiana.

 

  1. Enxergar a microbiota como ciência em evolução

A relação entre intestino, imunidade e tireoide é provavelmente real e merece investigação. Mas probiótico não é sinônimo de tratamento de Hashimoto.

 

  1. Não perseguir anticorpos a qualquer custo

O objetivo principal é preservar ou restaurar a função tireoidiana e a qualidade de vida, e não necessariamente produzir um anti-TPO negativo.

 

  1. Usar levotiroxina quando houver indicação

Quando o hipotireoidismo está estabelecido, a levotiroxina permanece o tratamento de referência.

 

A grande lição: plausibilidade não é evidência

Hashimoto é um excelente exemplo de como a medicina pode se perder quando confundimos três níveis diferentes de conhecimento:

 

  1. Mecanismo plausível
    “Isso poderia acontecer biologicamente.”

 

  1. Associação
    “Isso aparece mais frequentemente junto com a doença.”

 

  1. Evidência clínica
    “Quando fazemos uma intervenção controlada, o paciente realmente melhora de maneira clinicamente relevante.”

 

Essas três afirmações não são equivalentes. O glúten pode participar de mecanismos imunológicos? É plausível. A microbiota é diferente em pessoas com Hashimoto? Há evidência de associação. Selênio pode reduzir anti-TPO? Há ensaios clínicos e metanálises sugerindo que sim.

Isso significa que retirar glúten, tomar probióticos e suplementar selênio seja capaz de curar o Hashimoto? Não. E essa talvez seja a mensagem mais importante para o paciente:

Hashimoto não precisa de uma lista interminável de proibições. Precisa de diagnóstico correto, alimentação adequada, correção racional de deficiências, acompanhamento da função tireoidiana e tratamento baseado em evidências.

A medicina nutricional mais sofisticada não é aquela que proíbe mais alimentos que podem participar de um plano alimentar saudável.

É aquela que sabe quando existe uma razão para retirar, quando existe uma razão para suplementar e, principalmente, quando não existe.

 

Referências essenciais

  1. HUWILER, V. V. et al. Selenium supplementation in patients with Hashimoto thyroiditis: a systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. Thyroid, v. 34, n. 3, p. 295–313, 2024.
  2. JONKLAAS, J. et al. Evidence-based use of levothyroxine/liothyronine combinations in treating hypothyroidism: a consensus document. Thyroid, v. 31, n. 2, p. 156–182, 2021.
  3. CHON, D. A. et al. Concurrent milk ingestion decreases absorption of levothyroxine. Thyroid, v. 28, n. 4, p. 454–457, 2018.
  4. RODZIEWICZ, M. et al. The influence of nutritional intervention in the treatment of Hashimoto’s thyroiditis: a systematic review. Nutrients, v. 15, n. 4, 1041, 2023.
  5. HUSSAIN, M. et al. Do Brassica vegetables affect thyroid function? A comprehensive systematic review. International Journal of Molecular Sciences, v. 25, 3988, 2024.
  6. VIRILI, C. et al. The relationship between thyroid and human-associated microbiota: a systematic review of reviews. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, v. 25, p. 215–237, 2024.
  7. FERNANDES et al. Effects of vitamin D supplementation on autoantibodies and thyroid function in patients with Hashimoto’s thyroiditis: a systematic review and meta-analysis. Medicine, 2024.
  8. AMERICAN THYROID ASSOCIATION. ATA statement on the potential risks of excess iodine ingestion and exposure. 2024 update.
  9. BRASIL. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Choosing Wisely for thyroid conditions: recommendations of the Thyroid Department of the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism. Archives of Endocrinology and Metabolism.
  10. NICE. Thyroid disease: assessment and management. Guideline NG145. Updated 2023, reviewed subsequently.

Disclaimer: Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui avaliação médica individualizada. Condutas relacionadas a levotiroxina, T3, iodo, selênio, vitamina D ou dietas de exclusão devem considerar diagnóstico, idade, gestação, comorbidades, medicamentos, exames laboratoriais e estado nutricional de cada pessoa.

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