Emagreça e Continue Magro: na era das canetas, o protagonista continua sendo o estilo de vida

 

 O programa de emagrecimento sustentável da Lapinha combina intervenção intensiva sobre o estilo de vida, acompanhamento médico e, quando necessário, o uso criterioso das novas medicações para obesidade.

As chamadas “canetas emagrecedoras” mudaram profundamente o tratamento da obesidade. Semaglutida e tirzepatida podem produzir perdas de peso que, até poucos anos atrás, eram difíceis de alcançar apenas com medicamentos. No estudo SURMOUNT-1, por exemplo, a tirzepatida produziu perda média de até 20,9% do peso corporal em 72 semanas; no STEP 1, a semaglutida 2,4 mg associada à intervenção sobre o estilo de vida produziu perda média próxima de 15% em 68 semanas (Jastreboff et al., 2022; Wilding et al., 2021).

 

Mas, na Lapinha, não enxergamos essas medicações como concorrentes do nosso programa de emagrecimento. Enxergamos como aliadas. Por quê?

A eventual expectativa de que as novas medicações reduziriam a procura pelo programa “Emagreça e Continue Magro” não se confirmou. Há, primeiro, uma razão simples: a Lapinha oferece muito mais do que emagrecimento. Programas como Redução do Estresse, Bem Dormir Lapinha, Esporte e Performance, Saúde Sênior, Mayr Prevent, Detox, Saúde Personalizada e Antitabagismo, entre outros, têm objetivos próprios e continuam sendo procurados por pessoas que desejam, acima de tudo, mais saúde e qualidade de vida.

Mas existe uma segunda razão, mais profunda: a Lapinha nunca ensinou simplesmente a perder peso. Ensinamos a viver de maneira que o peso perdido possa ser mantido.

 

O medicamento pode abrir a janela. Quem precisa atravessá-la é o paciente.

A obesidade não é apenas um problema de força de vontade. Apetite, sono, estresse, ambiente alimentar, sedentarismo, relógio biológico, comportamento e metabolismo participam da sua manutenção.

Por isso, nosso programa utiliza a Intensive Lifestyle Intervention (ILI) — intervenção intensiva sobre o estilo de vida, baseada nas Medidas do Estilo de Vida (MEV):

  • alimentação saudável e individualizada;
  • atividade física adequada à condição e às preferências de cada pessoa;
  • sono adequado;
  • respeito ao ritmo circadiano e aos horários das refeições;
  • redução do estresse;
  • e, talvez o mais importante, a mudança da “chavinha mental”.

 

A caneta pode diminuir a fome. Mas ela não ensina, sozinha, a viver melhor.

É justamente aí que pode estar uma das grandes oportunidades proporcionadas pelos medicamentos incretínicos: ao reduzir o apetite e facilitar o emagrecimento, eles podem criar uma janela de oportunidade para que novos comportamentos sejam aprendidos, praticados e incorporados à vida.

 

Como funciona o “Emagreça e Continue Magro”

Nossa proposta é deliberadamente diferente de uma estratégia centrada exclusivamente na medicação.

Primeira etapa — estilo de vida.
O paciente inicia uma Intensive Lifestyle Intervention (ILI) estruturada, com acompanhamento e aplicação das Medidas do Estilo de Vida (MEV). O objetivo não é apenas perder peso, mas modificar as condições que levaram ao ganho de peso. Essa etapa pode se estender por pelo menos um ano.

Segunda etapa — quando necessário, apoio farmacológico.
Se, apesar de uma intervenção adequada sobre o estilo de vida, o paciente não consegue controlar o apetite, aderir ao plano ou atingir uma perda de peso clinicamente adequada, a farmacoterapia pode ser incorporada. Não substituímos as MEV pela medicação: acrescentamos a medicação às MEV. Em geral, esse apoio é mantido por pelo menos seis meses a um ano, com acompanhamento médico, avaliação de eficácia, tolerabilidade e segurança.

Terceira etapa — autonomia.
Quando possível, reduzimos progressivamente a dependência da medicação e reforçamos as MEV. Se o paciente consegue “voar sozinho”, mantendo as conquistas, segue sem medicamento. Se isso não for possível, a farmacoterapia pode ser retomada ou prolongada, de maneira individualizada e baseada em evidências.

O objetivo não é usar a maior quantidade possível de medicamento. É obter o máximo de benefício com o mínimo necessário.

 

E as novas medicações?

Hoje dispomos de diferentes agonistas incretínicos utilizados no tratamento do diabetes e/ou da obesidade, entre eles liraglutida, semaglutida e tirzepatida, além de outros agonistas do receptor de GLP-1 utilizados principalmente no diabetes, conforme indicação.

E a próxima geração já está chegando. Estão no radar moléculas como retatrutida, um agonista triplo de GIP/GLP-1/glucagon, CagriSema (cagrilintida + semaglutida), survodutida e outras estratégias em desenvolvimento. A retatrutida, por exemplo, apresentou resultados extraordinários nos estudos de fase 3 divulgados em 2026, com perdas de peso superiores a 20% em diferentes populações, mas ainda é investigacional e não deve ser confundida com medicamento disponível para uso clínico rotineiro.

Também surgem alternativas não injetáveis, como o orforglipron, um agonista oral de GLP-1 que já apresentou resultados de fase 3.

 

Perder peso sem perder saúde

Existe, entretanto, um lado da moeda que não pode ser ignorado. Perder peso não é necessariamente sinônimo de perder gordura.

Uma parte do peso perdido com medicamentos incretínicos pode corresponder à massa magra. No subestudo de composição corporal do SURMOUNT-1, aproximadamente 75% do peso perdido com tirzepatida correspondeu a gordura e 25% a massa magra. Isso não significa que a tirzepatida “cause perda muscular excessiva” — a proporção foi semelhante à observada no placebo —, mas mostra por que preservar músculo precisa fazer parte de qualquer programa sério de emagrecimento (Lundgren et al., 2025).

Por isso, na Lapinha, o acompanhamento não olha apenas para a balança. Avaliamos composição corporal, alimentação, atividade física e, especialmente, treinamento de força e adequada ingestão proteica, quando indicados.

Também acompanhamos cuidadosamente os efeitos adversos. Náuseas, vômitos, constipação e outros sintomas gastrointestinais são frequentes, sobretudo durante a escalada das doses. E existe uma questão que merece atenção especial: doenças da vesícula e das vias biliares. Uma grande metanálise de 76 ensaios clínicos encontrou aumento do risco desses eventos com agonistas de GLP-1, particularmente em doses maiores e tratamentos voltados à perda de peso (He et al., 2022).

Por isso, medicação eficaz não significa medicação inofensiva. A indicação, a dose, a duração, os exames e o acompanhamento precisam ser individualizados.

 

A filosofia da Lapinha

As canetas representam uma das maiores evoluções recentes no tratamento da obesidade. Não somos contra elas. Somos contra seu uso sem propósito.

Não queremos simplesmente produzir um número menor na balança. Queremos que a pessoa emagreça, preserve sua massa muscular, melhore seus marcadores metabólicos, durma melhor, movimente-se mais, coma melhor e adquira autonomia para cuidar da própria saúde.

É por isso que as canetas podem ser aliadas do “Emagreça e Continue Magro”, e não suas inimigas.

Perder peso sem perder a saúde.

Usar o medicamento quando ele é necessário — e não quando ele pode ser evitado.
Transformar a janela de oportunidade criada pela redução do apetite em uma mudança permanente de estilo de vida.

Porque, no final, a grande conquista não é apenas emagrecer. É viver melhor, com mais saúde e mais anos de vida com qualidade.

 

Referências

JASTREBOFF, A. M. et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity. New England Journal of Medicine, v. 387, p. 205-216, 2022. DOI: 10.1056/NEJMoa2206038.

WILDING, J. P. H. et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity. New England Journal of Medicine, v. 384, p. 989-1002, 2021. DOI: 10.1056/NEJMoa2032183.

HE, L. et al. Association of glucagon-like peptide-1 receptor agonist use with risk of gallbladder and biliary diseases: a systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. JAMA Internal Medicine, v. 182, n. 5, p. 513-519, 2022. DOI: 10.1001/jamainternmed.2022.0338.

LUNDGREN, J. R. et al. Body composition changes during weight reduction with tirzepatide in the SURMOUNT-1 study of adults with obesity or overweight. Diabetes, Obesity and Metabolism, 2025. DOI: 10.1111/dom.16275.

JASTREBOFF, A. M. et al. Triple-hormone-receptor agonist retatrutide for obesity: a phase 2 trial. New England Journal of Medicine, v. 389, p. 514-526, 2023. DOI: 10.1056/NEJMoa2301972.

GARVEY, W. T. et al. Coadministered cagrilintide and semaglutide in adults with overweight or obesity. New England Journal of Medicine, v. 393, p. 635-647, 2025. DOI: 10.1056/NEJMoa2502081.

A Revolução das “Canetinhas” Emagrecedoras – Quando o intestino começou a ensinar o cérebro a comer menos – PARTE 2

 

 Durante décadas, acreditou-se que a fome era controlada principalmente pelo estômago. Hoje sabemos que essa visão era apenas parte da história.

Na realidade, o intestino funciona como um sofisticado órgão endócrino, capaz de produzir diversos hormônios que informam ao cérebro quando devemos comer, quando já estamos satisfeitos e como nosso organismo deve utilizar os nutrientes.

Entre esses hormônios, dois ganharam enorme importância:

  • GLP-1 (Peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1);
  • GIP (Polipeptídeo insulinotrópico dependente da glicose).

Essas substâncias são chamadas incretinas.

Em pessoas saudáveis, elas são liberadas naturalmente logo após as refeições.

Sua função é preparar o organismo para receber os alimentos.

 

O que fazem as incretinas?

Embora atuem em vários órgãos, seus principais efeitos podem ser resumidos em cinco ações:

✔ Estimulam a liberação de insulina. Mas apenas quando a glicemia está elevada, reduzindo o risco de hipoglicemia.

✔ Reduzem a produção de glucagon. O glucagon é um hormônio que aumenta a glicemia. Ao diminuir sua liberação, ajudam no controle do diabetes.

✔ Retardam o esvaziamento do estômago. Os alimentos permanecem mais tempo no estômago. A saciedade dura mais. A fome demora mais para voltar.

✔ Atuam diretamente no cérebro. Esse talvez seja o efeito mais importante. As incretinas alcançam centros cerebrais envolvidos no controle do apetite, reduzindo a sensação de fome e diminuindo o interesse por alimentos altamente calóricos (Müller et al., 2019).

Muitos pacientes descrevem algo curioso: “Pela primeira vez, consigo passar perto de uma padaria sem sentir vontade de entrar.” Ou: “A comida deixou de ocupar meus pensamentos o tempo todo.”

Esse fenômeno tem sido chamado popularmente de “silêncio alimentar” (food noise reduction), expressão que não corresponde a um diagnóstico médico, mas descreve uma experiência relatada por muitos pacientes em uso desses medicamentos.

✔ Favorecem perda de peso. Como consequência da menor fome e maior saciedade, ocorre redução espontânea da ingestão calórica.

É importante destacar: esses medicamentos não queimam gordura diretamente. Eles facilitam que a pessoa coma menos. A perda de peso decorre principalmente desse balanço energético negativo.

 

 

Resumo Prático

As incretinas não “derretem gordura”. Elas ajudam o cérebro e o organismo a recuperar mecanismos naturais de saciedade que, em muitas pessoas com obesidade, encontram-se alterados. Não substituem as medidas do estilo de vida.

Atenção: As incretinas não tomam o lugar da alimentação saudável nem da atividade física estruturada. Mas dão um tempo, uma oportunidade, para o paciente incorporar bons hábitos com mais facilidade. É uma janela de oportunidade. Não uma substituição do estilo de vida saudável por recursos farmacológicos.

 

Liraglutida (nomes comerciais mais conhecidos Saxenda e Victoza): a pioneira das canetas para obesidade

Em 2014 surgiu um marco histórico. A liraglutida 3,0 mg tornou-se o primeiro agonista do GLP-1 aprovado especificamente para tratamento da obesidade.

Aplicada por via subcutânea uma vez ao dia, demonstrou perdas médias de aproximadamente 8% do peso corporal, associadas à melhora da glicemia, da pressão arterial e de diversos fatores de risco cardiovascular (Pi-Sunyer et al., 2015).

Foi um enorme avanço. Pela primeira vez muitos pacientes conseguiam permanecer mais tempo saciados. Mesmo assim, ainda havia espaço para resultados melhores.

 

Como é utilizada?

A dose é aumentada gradualmente para reduzir náuseas:

  • 0,6 mg/dia
  • 1,2 mg/dia
  • 1,8 mg/dia
  • 2,4 mg/dia
  • 3,0 mg/dia (dose-alvo)

 

Principais efeitos colaterais

  • náuseas;
  • sensação de empachamento;
  • vômitos;
  • constipação;
  • diarreia.

Na maioria das vezes são leves e transitórios.

 

Semaglutida (nomes comerciais mais conhecidos Ozempic e Wegovy): quando a obesidade entrou em uma nova era

Em 2021, a publicação do estudo STEP 1, no New England Journal of Medicine, mudou completamente o cenário.

A semaglutida 2,4 mg, aplicada apenas uma vez por semana, produziu uma perda média de aproximadamente 15% do peso corporal, resultado nunca antes observado com um medicamento aprovado para obesidade (Wilding et al., 2021).

Esse número chamou atenção porque começava a se aproximar dos resultados obtidos com algumas técnicas cirúrgicas.

Outro aspecto importante foi a melhora de diversos parâmetros metabólicos:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • esteatose hepática;
  • qualidade de vida;
  • risco cardiovascular.

Mais recentemente, o estudo SELECT demonstrou que a semaglutida reduziu eventos cardiovasculares maiores em pessoas com obesidade e doença cardiovascular estabelecida, mesmo na ausência de diabetes (Lincoff et al., 2023).

Esse resultado marcou uma mudança de paradigma: o medicamento deixou de ser visto apenas como um agente para perda de peso e passou a demonstrar benefícios cardiovasculares independentes.

 

Como é utilizada?

A titulação habitual é semanal:

  • 0,25 mg
  • 0,5 mg
  • 1,0 mg
  • 1,7 mg
  • 2,4 mg

Cada etapa costuma durar quatro semanas, podendo ser ajustada conforme a tolerabilidade.

Tirzepatida (nomes comerciais Mounjaro e Zepbound): a primeira dupla incretina

Quando parecia difícil superar a semaglutida, surgiu uma nova estratégia. Em vez de estimular apenas o GLP-1, pesquisadores passaram a ativar simultaneamente:

  • GLP-1
  • GIP

Nascia a tirzepatida. O estudo SURMOUNT-1 mostrou perdas médias superiores a 20% do peso corporal, com alguns participantes ultrapassando 25% (Jastreboff et al., 2022).

Pela primeira vez, muitos endocrinologistas passaram a discutir algo impensável poucos anos antes:

seria possível alcançar resultados próximos aos da cirurgia bariátrica utilizando apenas tratamento medicamentoso em uma parcela dos pacientes?

Ainda não existe resposta definitiva.

Mas os resultados são extraordinários.

 

Como é utilizada?

Aplicação semanal.

Escalonamento habitual:

  • 2,5 mg
  • 5 mg
  • 7,5 mg
  • 10 mg
  • 12,5 mg
  • 15 mg

O aumento gradual reduz significativamente os efeitos gastrointestinais.

 

Resumo Prático

Medicamento Hormônio Frequência Perda média de peso*
Liraglutida GLP-1 Diária ~8%
Semaglutida GLP-1 Semanal ~15%
Tirzepatida GLP-1 + GIP Semanal ~21%

* Valores médios observados em grandes ensaios clínicos, associados a mudanças no estilo de vida. A resposta individual pode variar.

 

Retatrutida: a próxima fronteira

Se a tirzepatida surpreendeu por estimular dois hormônios, a retatrutida deu mais um passo. Ela atua simultaneamente sobre três receptores:

  • GLP-1;
  • GIP;
  • glucagon.

À primeira vista, estimular o receptor do glucagon parece contraditório, pois esse hormônio aumenta a glicemia.

Entretanto, ele também aumenta o gasto energético e favorece a utilização de gordura corporal. O desafio dos pesquisadores foi equilibrar esses efeitos, potencializando os benefícios metabólicos sem provocar descontrole glicêmico.

Os resultados dos estudos iniciais impressionaram. No ensaio de fase 2 publicado no New England Journal of Medicine, participantes tratados com as doses mais altas atingiram perdas médias de peso próximas de 24% em 48 semanas, com tendência de continuação da perda ao final do acompanhamento (Jastreboff et al., 2023).

Atualmente, (julho de 2026) a retatrutida está sendo avaliada em grandes estudos de fase 3 para confirmar sua eficácia e segurança. Caso esses resultados sejam confirmados e as agências regulatórias aprovem seu uso, poderemos assistir a uma nova mudança de paradigma.

Em alguns pacientes, medicamentos poderão atingir reduções de peso próximas às obtidas com determinadas técnicas de cirurgia bariátrica. Isso não significa que a cirurgia deixará de existir.

Mas talvez ela passe a ser indicada para um grupo menor de pessoas, especialmente aquelas com obesidade mais grave ou que não respondam adequadamente ao tratamento clínico.

 

Mas toda revolução exige prudência…

Os resultados são realmente impressionantes. Entretanto, existe um risco.

Quando uma tecnologia produz grande entusiasmo, frequentemente surgem exageros. E foi exatamente isso que começou a acontecer com as “canetinhas”.

Elas passaram a ser utilizadas por pessoas sem indicação médica, por razões puramente estéticas, em doses inadequadas, sem acompanhamento nutricional e, muitas vezes, sem qualquer preocupação com perda de massa muscular ou qualidade da alimentação.

É justamente sobre esses riscos — e sobre como utilizar esses medicamentos de forma responsável — que falaremos na Parte III.

 

Referências – Parte 2

JASTREBOFF, A. M. et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity. New England Journal of Medicine, Boston, v. 387, p. 205–216, 2022.

JASTREBOFF, A. M. et al. Triple-hormone receptor agonist retatrutide for obesity: a phase 2 trial. New England Journal of Medicine, Boston, v. 389, n. 6, p. 514–526, 2023.

LINCOFF, A. M. et al. Semaglutide and cardiovascular outcomes in obesity without diabetes. New England Journal of Medicine, Boston, v. 389, p. 2221–2232, 2023.

MÜLLER, T. D. et al. Anti-obesity drug discovery: advances and challenges. Nature Reviews Drug Discovery, London, v. 21, p. 201–223, 2022.

PI-SUNYER, X. et al. A randomized, controlled trial of 3.0 mg of liraglutide in weight management. New England Journal of Medicine, Boston, v. 373, p. 11–22, 2015.

WILDING, J. P. H. et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity. New England Journal of Medicine, Boston, v. 384, p. 989–1002, 2021.

Receba nosso conteúdo

Tenha acesso em primeira mão às nossas novidades e programações especiais

A Lapinha se compromete em proteger e respeitar sua privacidade. Usaremos suas informações pessoais apenas para administrar sua conta e fornecer os produtos e serviços que você nos solicitou. Ocasionalmente, gostaríamos de entrar em contato sobre nossas ofertas, bem como sobre outros conteúdos que possam ser de seu interesse. Você pode optar por desinscrever-se de nosso mailing a qualquer momento.

Lar Lapeano de Saúde LTDA - CNPJ 75.189.597/0001-63. Todos os direitos reservados.