COMO GANHAR MASSA MUSCULAR – Força muscular: um dos melhores indicadores de longevidade – VERSÃO APROFUNDADA – PARTE 2

 

 Imagine dois homens de 70 anos. Ambos têm o mesmo peso, altura e índice de massa corporal. Os exames laboratoriais são semelhantes, a pressão arterial está controlada e nenhum deles apresenta doença grave aparente.

Um deles, entretanto, levanta-se da cadeira com facilidade, sobe escadas sem dificuldade, carrega as compras do supermercado e pratica musculação duas ou três vezes por semana. O outro precisa apoiar-se nos braços para se levantar, caminha lentamente e evita qualquer esforço físico.

À primeira vista, poderíamos imaginar que a diferença entre eles é apenas funcional. A ciência mostra que ela é muito maior e embora abranja o metabolismo como um todo começa pela FORÇA MUSCULAR. 

 

Força muscular

Hoje sabemos que a força muscular é um dos mais consistentes marcadores de saúde e de expectativa de vida. Diversos estudos de coorte demonstraram que indivíduos com menor força apresentam maior risco de hospitalizações, perda da independência, incapacidade funcional e mortalidade por todas as causas, mesmo após o ajuste para idade, obesidade, tabagismo e outras doenças (Cruz-Jentoft et al., 2019; Ruiz et al., 2008).

Essa associação é tão consistente que muitos especialistas passaram a considerar a força muscular uma espécie de “sinal vital” do envelhecimento saudável.

Naturalmente, isso não significa que músculos fortes sejam uma garantia contra doenças. O que os estudos sugerem é que uma boa capacidade muscular reflete um organismo mais resiliente, capaz de responder melhor aos desafios impostos pelo envelhecimento, por infecções, cirurgias e períodos de hospitalização.

Em outras palavras, o músculo funciona como uma reserva biológica. Quanto maior sua qualidade funcional, maior tende a ser a capacidade do organismo de enfrentar situações de estresse.

Essa talvez seja uma das razões pelas quais a musculação deixou de ser recomendada apenas para atletas e passou a integrar praticamente todas as diretrizes internacionais de promoção da saúde.

 

Sarcopenia: a epidemia silenciosa do envelhecimento

Quando pensamos em doenças associadas ao envelhecimento, normalmente lembramos da hipertensão arterial, do diabetes, da osteoporose ou da doença de Alzheimer. Entretanto, existe outra condição que cresce silenciosamente em praticamente todos os países: a sarcopenia.

Durante muito tempo, acreditou-se que a perda de massa muscular fosse apenas uma consequência inevitável da idade. Hoje sabemos que ela constitui uma doença reconhecida internacionalmente, com critérios diagnósticos próprios e importantes repercussões clínicas (Cruz-Jentoft et al., 2019).

A sarcopenia caracteriza-se pela redução progressiva da força muscular, acompanhada de diminuição da quantidade e da qualidade do tecido muscular. Seus efeitos vão muito além da dificuldade para caminhar ou levantar objetos. Pessoas com sarcopenia apresentam maior risco de quedas, fraturas, internações, dependência funcional e morte precoce.

Além disso, a perda muscular compromete profundamente o metabolismo. Como o músculo é o principal local de captação de glicose estimulada pela insulina, sua redução favorece o desenvolvimento de resistência insulínica e diabetes tipo 2. A diminuição da massa muscular também reduz o gasto energético basal, facilitando o ganho de gordura corporal e agravando a síndrome metabólica (Pedersen; Febbraio, 2012).

O aspecto mais preocupante é que a sarcopenia costuma instalar-se lentamente. A partir da quinta década de vida, indivíduos sedentários podem perder cerca de 3% a 8% da massa muscular por década, processo que tende a acelerar após os 60 anos. Embora exista grande variabilidade entre as pessoas, o sedentarismo, a ingestão insuficiente de proteínas, doenças crônicas e períodos prolongados de imobilização contribuem significativamente para essa perda (Cruz-Jentoft et al., 2019).

Felizmente, essa trajetória não é inevitável. A prática regular de treinamento resistido, associada a uma alimentação adequada, constitui atualmente a intervenção mais eficaz para preservar força e função muscular ao longo do envelhecimento.

 

O músculo não cresce porque recebe proteínas; cresce porque precisa adaptar-se

Talvez nenhuma ideia seja tão difundida — e ao mesmo tempo tão equivocada — quanto a de que basta consumir grandes quantidades de proteína para ganhar músculos.

Se isso fosse verdade, bastaria aumentar continuamente a ingestão de carnes, ovos ou suplementos proteicos para construir um físico atlético. Mas a fisiologia humana é muito mais sofisticada.

O organismo não investe energia na construção de tecido muscular simplesmente porque recebeu aminoácidos. Ele só aumenta sua musculatura quando percebe que ela será necessária. É exatamente nesse ponto que entra o treinamento resistido.

Cada vez que um músculo é submetido a uma carga suficientemente intensa, ocorre uma pequena deformação mecânica das fibras musculares. Esse estímulo é percebido por estruturas especializadas capazes de converter força mecânica em sinais bioquímicos, processo conhecido como mecanotransdução.

Esses sinais ativam diversas vias celulares envolvidas na adaptação muscular, sendo a mais conhecida a via da proteína mTOR (mammalian Target of Rapamycin), considerada um dos principais reguladores da síntese proteica muscular (Bodine et al., 2001).

Em resposta ao treinamento, o organismo aumenta temporariamente a velocidade com que produz novas proteínas musculares. Se houver disponibilidade adequada de energia, aminoácidos, recuperação suficiente e repetição periódica desse estímulo, ocorre gradualmente a hipertrofia.

Observe, portanto, que a proteína exerce um papel indispensável, mas secundário. Ela fornece a matéria-prima. Quem determina se essa matéria-prima será utilizada é o estímulo promovido pelo exercício.

Uma analogia ajuda a compreender esse processo. Imagine uma equipe de pedreiros diante de um depósito repleto de tijolos. Os tijolos representam os aminoácidos provenientes da alimentação. Entretanto, nenhum prédio será construído apenas porque o depósito está cheio. É necessário que exista um projeto de construção.

Na hipertrofia muscular, esse projeto é elaborado pelo treinamento. Sem treinamento, há matéria-prima. Com treinamento adequado, existe motivo para construir.

É por isso que indivíduos sedentários dificilmente obtêm ganhos expressivos de massa muscular apenas aumentando o consumo de proteínas ou suplementos. O músculo cresce porque precisa adaptar-se ao trabalho que lhe foi imposto.

Essa talvez seja a principal mensagem desta parte do artigo. Antes de pensar em suplementos, precisamos compreender a extraordinária inteligência fisiológica do organismo humano.

Continua…

REFERÊNCIAS EM “COMO GANHAR MASSA MUSCULAR – Cuidado com falsos atalhos – VERSÃO APROFUNDADA – PARTE 3 “

O Poder de um Remédio Sem Comprimidos – Exercício Físico Regular

 

Poucas intervenções na medicina moderna possuem um nível de evidência tão robusto quanto a prática regular de exercícios físicos. Diferentemente de muitos tratamentos que atuam sobre uma única doença, o exercício exerce efeitos simultâneos sobre praticamente todos os sistemas do organismo: cardiovascular, metabólico, musculoesquelético, neurológico, imunológico e psicológico.

A atividade física regular reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, obesidade, osteoporose, alguns tipos de câncer, depressão, ansiedade e mortalidade geral (WHO, 2024; Warburton & Bredin, 2017). Estudos epidemiológicos demonstram que indivíduos fisicamente ativos apresentam risco de morte prematura 20% a 30% menor em comparação aos sedentários.

Talvez por isso o exercício físico seja frequentemente descrito como o “medicamento” mais subutilizado da medicina.

 

O Que as Diretrizes Recomendam?

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o American College of Sports Medicine (ACSM) e a American Heart Association (AHA) recomendam para adultos:

  • 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada; ou
  • 75 a 150 minutos semanais de atividade vigorosa;
  • exercícios de fortalecimento muscular pelo menos 2 vezes por semana;
  • redução do tempo sedentário.

Uma observação importante é que os benefícios começam muito antes dessas metas. Sair do sedentarismo já produz ganhos significativos de saúde.

 

Os Principais Tipos de Exercício e Seus Benefícios

  1. Exercícios Aeróbicos

São atividades que utilizam predominantemente o metabolismo oxidativo e envolvem grandes grupos musculares por períodos prolongados.

Exemplos

  • Caminhada
  • Corrida
  • Bicicleta
  • Natação
  • Remo
  • Dança
  • Elíptico

Benefícios Cientificamente Comprovados

  • Redução da pressão arterial
  • Melhora da sensibilidade à insulina
  • Controle glicêmico
  • Redução do colesterol LDL
  • Aumento do HDL
  • Melhora da função endotelial
  • Redução do risco cardiovascular
  • Controle do peso corporal
  • Melhora da saúde mental
  • Aumento da longevidade

Segundo Lee et al. (2012), a simples prática de 15 minutos diários de atividade física foi associada a aumento de aproximadamente três anos na expectativa de vida.

Exercícios e melhora do perfil lipídico e do colesterol “mau” (LDL-c)

Diversas evidências demonstram que a prática regular de exercícios físicos melhora o perfil lipídico.

O efeito mais consistente do exercício é sobre capacidade cardiorrespiratória, triglicerídeos, HDL e risco cardiovascular global.

A redução do LDL existe, mas costuma ser modesta, variando conforme intensidade do treinamento, perda de peso associada, dieta e perfil metabólico inicial.

Para o leitor não médico, é importante lembrar que muitas vezes apenas as medidas do estilo de vida, embora sempre necessárias, não serão suficientes. Será preciso a intervenção farmacológica, o que pode significar estatinas.

Vamos a estudos robustos que associam o perfil lipídico aos exercícios físicos: Em uma das maiores meta-análises publicadas até o momento, envolvendo 148 estudos randomizados e mais de 8.600 participantes, o treinamento físico foi associado a reduções significativas do colesterol total, LDL-colesterol e triglicerídeos, além de aumento do HDL-colesterol. Os benefícios foram observados com diferentes modalidades de exercício, incluindo treinamento aeróbico, resistido e combinado, reforçando o papel da atividade física como componente fundamental da prevenção cardiovascular (Van de Velde et al., 2024).

Uma revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados publicada em 2023 mostrou que programas de exercício físico em adultos com sobrepeso e obesidade foram capazes de melhorar o perfil lipídico, apresentando efeito semelhante ou complementar às intervenções dietéticas para redução do LDL-colesterol, especialmente quando exercício e dieta foram combinados (Bellicha et al., 2023).

 

  1. Musculação (Treinamento Resistido)

Durante décadas acreditou-se que musculação servia apenas para estética ou desempenho esportivo. Hoje sabemos que ela é fundamental para a saúde.

O treinamento resistido combate um dos principais marcadores do envelhecimento: a perda progressiva de massa muscular (sarcopenia).

Benefícios

  • Aumento da força muscular
  • Preservação da massa magra
  • Melhora da densidade óssea
  • Redução do risco de quedas
  • Melhor controle glicêmico
  • Aumento do metabolismo basal
  • Maior autonomia funcional
  • Melhora da composição corporal

Meta-análises recentes mostram que a musculação promove aumentos consistentes de força, massa muscular e funcionalidade em adultos e idosos (Schoenfeld et al., 2023; Grgic et al., 2023).

Além disso, evidências recentes sugerem que aproximadamente 90 a 120 minutos semanais de treinamento resistido já estão associados à redução significativa da mortalidade por todas as causas.

 

  1. Alongamentos e Treinamento de Mobilidade

Embora frequentemente negligenciados, os exercícios de flexibilidade possuem papel importante.

Benefícios

  • Melhora da amplitude articular
  • Maior eficiência dos movimentos
  • Redução da rigidez muscular
  • Facilitação das atividades diárias
  • Melhora da postura
  • Auxílio na prevenção de determinadas lesões por encurtamentos musculares

É importante destacar que os estudos atuais não sustentam que o alongamento isoladamente previna todas as lesões esportivas, como se acreditava antigamente. Seu principal benefício parece estar relacionado à mobilidade funcional e qualidade do movimento (Behm et al., 2016).

 

Como Começar com Segurança?

Uma das maiores barreiras é imaginar que o treinamento ideal precisa ser complexo.

Na realidade, a melhor estratégia é começar de forma simples.

 

Princípios Básicos

  1. Progressão Gradual

Aumentar volume e intensidade lentamente.

  1. Regularidade

Treinar pouco, mas consistentemente, é melhor do que treinar excessivamente por poucas semanas.

  1. Recuperação

O corpo melhora durante o descanso, não durante o exercício.

  1. Individualização

Idade, doenças, condicionamento e objetivos devem ser considerados.

 

É Necessário Fazer Exames Antes de Começar?

A resposta depende do perfil do indivíduo.

As diretrizes atuais do ACSM tornaram-se menos restritivas do que no passado.

Para indivíduos jovens, assintomáticos e sem doenças conhecidas, frequentemente não são necessários exames extensos antes de iniciar exercícios leves a moderados.

Por outro lado, avaliação médica é recomendada para:

  • Portadores de doenças cardiovasculares
  • Hipertensos
  • Diabéticos
  • Pessoas com sintomas cardíacos
  • Indivíduos sedentários que pretendem iniciar exercícios intensos
  • Pessoas acima de meia-idade com múltiplos fatores de risco cardiovascular

 

Exames Frequentemente Solicitados

Dependendo da avaliação clínica:

Básicos

  • Hemograma
  • Glicemia
  • Hemoglobina glicada
  • Perfil lipídico
  • Função renal
  • Função hepática

Cardiológicos

  • Eletrocardiograma
  • Teste ergométrico
  • Ecocardiograma (quando indicado)

Outros

  • Avaliação ortopédica
  • Bioimpedância ou composição corporal
  • Avaliação funcional

A decisão deve ser individualizada pelo médico assistente.

 

Exemplos de Planos de Treinamento

Iniciante Absoluto

Semana 1 a 4

3 vezes por semana

  • Caminhada: 20–30 minutos
  • Agachamento livre: 2 séries
  • Flexão na parede: 2 séries
  • Remada elástica: 2 séries
  • Alongamentos leves

 

Objetivo: Saúde Geral

Segunda

Musculação (corpo inteiro)

Terça

Caminhada rápida 40 minutos

Quarta

Musculação

Quinta

Mobilidade e alongamentos

Sexta

Musculação

Sábado

Atividade recreativa

Domingo

Descanso

 

Objetivo: Emagrecimento

  • 150–300 minutos semanais de aeróbico
  • 2–4 sessões de musculação
  • Déficit calórico supervisionado

As evidências mostram que a combinação de exercício aeróbico e musculação produz melhores resultados para composição corporal do que qualquer modalidade isoladamente.

 

Quando o Exercício Deixa de Ser Saudável?

Embora o exercício seja extremamente benéfico, mais nem sempre significa melhor.

Existe um fenômeno chamado overtraining syndrome (síndrome do excesso de treinamento), caracterizado por um desequilíbrio entre carga de treino e recuperação. No próximo tópico esclarecemos melhor este tema.

 

Queda de Performance: Quando Treinar Mais Significa Render Menos

Embora o treinamento físico seja indispensável para a melhora do desempenho esportivo, existe um limite além do qual o aumento da carga deixa de produzir adaptações positivas e passa a comprometer a performance. Esse fenômeno é conhecido como overreaching não funcional ou, em casos mais prolongados e graves, síndrome do overtraining. Nessa situação, o organismo não consegue se recuperar adequadamente entre as sessões de treino, resultando em fadiga persistente, piora do rendimento, sensação de esforço aumentada para atividades habituais e redução da capacidade de gerar força, velocidade ou resistência.

Paradoxalmente, o atleta passa a treinar mais e obter resultados cada vez piores. Além da queda objetiva da performance, podem surgir alterações do humor, distúrbios do sono, redução da motivação e maior susceptibilidade a lesões. Segundo o consenso do Comitê Olímpico Internacional (IOC), a recuperação insuficiente frente a cargas excessivas de treinamento constitui um dos principais fatores envolvidos na queda de desempenho em atletas de diferentes modalidades, sendo a periodização adequada e a monitorização da recuperação componentes fundamentais para evitar esse problema (Budgett et al., 2024). Em outras palavras, não é durante o treino que o corpo se fortalece, mas durante a recuperação subsequente; quando essa recuperação é inadequada, o excesso de exercício pode produzir exatamente o efeito oposto ao desejado.

 

Lesões

Entre as mais comuns:

  • Tendinites
  • Fascite plantar
  • Fraturas por estresse
  • Lesões musculares
  • Lesões articulares

 

Perda de Massa Muscular

Quando o organismo permanece em estado catabólico prolongado:

  • aumenta cortisol;
  • reduz recuperação;
  • diminui síntese proteica;
  • ocorre perda de massa magra.

 

Alterações Hormonais 

Podem surgir:

  • redução da testosterona;
  • alterações menstruais;
  • fadiga persistente;
  • piora do sono.

 

Quando o exercício pode prejudicar a imunidade

Hoje sabe-se que o exercício moderado melhora diversos aspectos da vigilância imunológica do corpo, enquanto períodos prolongados de treinamento intenso associados a recuperação insuficiente podem aumentar temporariamente a susceptibilidade a infecções respiratórias, especialmente em atletas de endurance. Alguns autores mais recentes sugerem que parte do aumento de infecções observado em atletas de elite também pode estar relacionado a fatores concomitantes, como viagens frequentes, déficit energético, privação de sono e estresse psicológico. Ainda assim, o conceito geral permanece válido e útil para a prática clínica.

A literatura descreve a chamada “curva em J” da imunidade relacionada ao exercício físico:

  • Sedentarismo → maior risco de infecções.
  • Exercício moderado e regular → menor risco de infecções e melhor funcionamento do sistema imune.
  • Exercício excessivo associado à recuperação insuficiente → aumento transitório da suscetibilidade a infecções, particularmente do trato respiratório superior.

Esse fenômeno foi inicialmente descrito por Nieman (1994) e posteriormente aprofundado por Walsh et al. (2011). Evidências mais recentes demonstram que a prática regular de exercícios de intensidade moderada promove melhor circulação de células imunológicas, redução da inflamação crônica de baixo grau e aprimoramento da vigilância imunológica (Campbell & Turner, 2018; Nieman & Wentz, 2019). Por outro lado, períodos prolongados de treinamento intenso, especialmente quando associados a déficit energético, privação de sono e recuperação inadequada, podem gerar uma fase transitória de maior vulnerabilidade imunológica, favorecendo o aparecimento de infecções respiratórias e comprometendo o desempenho esportivo (Simpson et al., 2020; Walsh et al., 2021).

Embora a antiga hipótese da “janela aberta” de imunossupressão pós-exercício tenha sido parcialmente revisada, permanece bem estabelecido que o equilíbrio entre treinamento e recuperação é essencial para que os benefícios imunológicos do exercício sejam plenamente alcançados. Em outras palavras, o exercício regular fortalece o sistema imune; o excesso crônico sem recuperação adequada pode produzir exatamente o efeito contrário.

 

O Melhor Exercício é Aquele Que Você Consegue Manter

Uma das mensagens mais importantes da ciência moderna do exercício é que não existe treino perfeito.

Existe o treino que você consegue fazer de forma consistente.

A combinação de atividade aeróbica, fortalecimento muscular e mobilidade representa atualmente a estratégia mais respaldada pelas evidências para promover saúde, funcionalidade e longevidade.

Mais importante do que buscar programas complexos é abandonar o sedentarismo e incorporar movimento à rotina diária.

 

Disclaimer

Este artigo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos, especialmente na presença de doenças cardiovasculares, metabólicas, ortopédicas ou outras condições clínicas relevantes, procure avaliação médica e orientação de profissionais habilitados, como médico do esporte, cardiologista, fisiatra, fisioterapeuta e educador físico.

 

Referências

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